PIRONDI! PIRONDI! PIRONDI!

Entre o Brasil, os Estados Unidos e Portugal, Leonardo Pirondi vem construindo uma das filmografias mais prolíficas e promissoras do cinema contemporâneo. Seus filmes parecem existir num território instável, onde memória e ficção, arquivo e imaginação, matéria e sonho se confundem constantemente. Seus filmes já passaram por diversos eventos como o BFI de Londres, Slamdance, Festival de Cinema de Toronto, FICUNAM, Roterdã, entre tantos outros.
Em 2026, Pirondi realizou três novos filmes, incluindo seu primeiro longa-metragem, Fractais Tropicais. Três movimentos distintos de uma filmografia que não cessa de se transformar — atravessando paisagens, tempos e mundos possíveis para investigar aquilo que permanece quando as imagens já não parecem suficientes para explicar o nosso estranhíssimo presente. Três filmes que dialogam (in)diretamente com a distopia, o futuro e o fim. Acompanhamos esta trajetória de perto e com atenção. A de Pirondi e dos três filmes.
Reunimos os três filmes como um raciocínio em expansão, um olhar para os estados das coisas que, através do cinema, flutuam pela beleza, imaginação e gêneros, incluindo o experimental, o ensaio e a ficção científica. São fragmentos de um universo ainda em formação, onde talvez seja preciso abandonar as certezas para descobrir para onde o mundo pode ir e, sobretudo, o cinema.
Pedro Tavares




